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Marau. 16 de Setembro de 2019.
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01/04/2019 - CUT-RS e centrais querem audiência com governador para cobrar reajuste do mínimo

 Os dirigentes sindicais entregaram um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que fundamenta a demanda.

A CUT-RS e centrais protocolaram no final da manhã desta sexta-feira (29) um documento no Palácio Piratini, pedindo uma audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB) para tratar do reajuste do salário mínimo regional de 2019, cuja data-base é 1º de fevereiro. A carta foi entregue após a reunião das centrais, com a presença de dirigentes da CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, UGT, Nova Central, Força Sindical, CGTB e Pública.

A reivindicação das centrais é de 8,43%, tendo sido apresentada ao governo no dia 30 de janeiro, durante audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. Os dirigentes sindicais entregaram um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que fundamenta a demanda.

Na ocasião, Vivian adiantou que o governador iria enviar um projeto de lei com uma proposta de reajuste para a Assembleia Legislativa até o final de fevereiro, mas isso não aconteceu até agora, passados quase dois meses. Por isso, as centrais decidiram solicitar uma audiência com o governador.

“Eduardo Leite, que prometeu diálogo na campanha, ainda não deu atenção aos trabalhadores e às trabalhadores que recebem os menores salários no RS, são os mais pobres e precisam muito do reajuste do mínimo regional”, critica o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

“Queremos dizer ao governador que o mínimo regional contribui, e muito, para fomentar o desenvolvimento econômico e social do Estado, é instrumento de justiça social e ajuda a combater as desigualdades”, aponta Nespolo.

O secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, ressalta que o chamado piso regional é também um mecanismo eficiente de distribuição de renda, criado no governo Olívio Dutra, em 2001, e beneficia cerca de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras. “Ninguém gasta o reajuste na Bolsa de Valores, em Paris ou Miami, mas aqui, na economia local, aquecendo o comércio e a produção, ajudando a girar a roda da economia”.

O índice de 8,43% é a soma do reajuste de 4,61%, aplicado pelo governo Bolsonaro (PSL) no salário mínimo nacional em janeiro deste ano, com a perda de 3,65% no governo Sartori (MDB), que concedeu dois reajustes abaixo da inflação no seu mandato. O objetivo das centrais é resgatar a diferença de 30% acima do mínimo nacional vigente entre 2002 e 2004.
Escrito por: CUT-RS




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